O Consumo de Bebidas Açucaradas e seu Risco para Saúde – Reviva Nutrição

O Consumo de Bebidas Açucaradas e seu Risco para Saúde

O Consumo de Bebidas Açucaradas e seu Risco para Saúde

bebidas

Os refrigerantes e bebidas açucaradas estão sendo consumidos em quantidades crescentes, especialmente pela população jovem. Destaca-se a facilidade de acesso a esses alimentos por um melhor custo-benefício ao cliente, induzido pela oferta do aumento do tamanho das porções por um preço mais acessível. A frequência com que essas bebidas passaram a ser consumidas está contribuindo, significativamente, para a pandemia da obesidade e, consequentemente, para o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis.

Mundialmente, a obesidade ascendeu como um dos maiores desafios globais de saúde do século XXI. Segundo estudos recentes, nos Estados Unidos as maiores fontes de açúcares consumidas são os refrigerantes, principalmente por um determinado grupo da população, sendo adolescentes, do sexo masculino, com idades entre 14 e 18 anos, que consomem 357 kcal somente de refrigerantes por dia (resta imaginar o perigo do quanto se consume ao longo de um mês, um ano…). A alta palatabilidade dessas bebidas é o resultado da presença de uma grande quantidade de açúcares refinados, o que confere uma alta carga glicêmica e, por serem líquidos, proporcionam uma menor saciedade, o que acarreta em um consumo de maiores quantidades, além de oportunizar o aumento da ingestão de outros alimentos considerados junk foods.

Observa-se grande diferença entre bebidas açucaradas e outros carboidratos que possuem nutrientes e fibras em sua composição, sendo a primeira opção considerada “caloria vazia”, sem benefícios, e constantemente associada ao consumo de alimentos ricos em sódio e gordura ruins, como fast foods. Outra vertente é a utilização do xarope de milho, concentrado de carboidrato simples – frutose, um ingrediente presente na maioria bebidas com açúcar, no qual o excesso da sua ingestão promove lipogênese hepática, acúmulo de triglicerídeos no tecido adiposo visceral e resistência à insulina, promovendo o desenvolvimento de esteatose hepática não alcoólica e diabetes mellitus tipo II, além de hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e dislipidemias.

A substituição de bebidas açucaradas por bebidas sem açúcar reduziu significativamente o ganho de peso e gordura corporal em crianças saudáveis. Deve-se desencorajar igualmente o consumo de refrigerantes considerados ‘zero’, pois os consumidores podem acreditar que as utilizações de tais adoçantes lhes permitiriam ingerir mais de outros alimentos, o que causaria aumento total da sua ingestão calórica, além de todos os malefícios dos demais ingredientes artificiais e componentes da fórmula.

Existe um forte impulso para o desenvolvimento de recomendações para isentar o consumo de bebidas com excesso de açucares. Procurar a ajuda de um profissional nutricionista é indispensável para conter a epidemia da obesidade e seus efeitos adversos.

 

Por: Caroline Mota | Nutricionista | CRN6 14141

Especialista em Nutrição Clínica e Esportiva

 

REFERÊNCIAS: Basu S, McKee M, Galea G, Stuckler D. Relationship of Soft Drink Consumption to Global Overweight, Obesity, and Diabetes: A Cross-National Analysis of 75 Countries. American Journal of Public Health  103:11, 2071-2077, 2013; Danyliw AD, et al. Beverage patterns among Canadian children and relationship to overweight and obesity Applied. Physiology, Nutrition, and Metabolism, 37(5):900-6, Jun 14, 2012; Greenfield JR, Samaras K, Campbell LV. Sugar-sweetened beverages, genetic risk, and obesity. N Engl J Med.; 368(3):285, Jan 17, 2013; Hofmeister C; et al. Are soft drink consumption and fatty liver in any way connected? Ernaehrungs Umschau international. March 08, 60(6): 82–88, 2013.

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