Índice glicêmico e obesidade – Reviva Nutrição

Índice glicêmico e obesidade

Índice glicêmico e obesidade

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A epidemia de obesidade e o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) estão em constante aumento. Estudos recentes demonstram previsões, cada vez mais precisas, que apontam para o ano de 2050 uma incidência dobrada para os casos de diabetes e uma triplicação no aparecimento de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Doença de Alzheimer e câncer na maioria dos países. Essa ocorrência poderá diminuir os anos qualitativos de vida do indivíduo afetado e aumentar de forma dramática os custos com os cuidados especiais necessários. Assim, se medidas preventivas efetivas não forem instituídas precocemente, esse aumento da obesidade e de suas consecutivas doenças não irá cessar.

 
Os homens modernos possuem suas frações genéticas praticamente idênticas ao serem comparados com seus antepassados de 200.000 anos atrás, porém os estilos de vida e hábitos alimentares são significativamente diferentes. Com a evolução da agricultura e da indústria, os alimentos insulinotrópicos e de estímulo do IGF-1 começaram a ser consumidos, cada vez em maior quantidade, com o passar dos anos até os dias atuais. Mas afinal, o que são alimentos insulinotrópicos e que estimulam o aumento de IGF-1? São alimentos que induzem rapidamente a liberação do hormônio insulina e seu aumento no sangue, assim como o IGF-1, estes possuem funções similares de anabolismo, ou seja, formação de compostos e estruturação do organismo, tendo como exemplo a proliferação de adipócitos (gordura).

 

Alimentos como açúcares e pães brancos, cada vez mais processados e refinados, são conhecidos como de alto índice glicêmico e foram apontados em mais da metade das calorias consumidas pelos indivíduos, principalmente nos países ocidentais. Importante enfatizar que esse açúcar pode estar mascarado dentro dos ingredientes de produtos industrializados que são consumidos, até mesmo nos que possuem sabor salgado! Por isso, ler todo o rótulo se tornou uma dica tão constante do Nutricionista para seu paciente.

 
Existe uma forte associação entre o aparecimento de DCNT e o elevado consumo de alimentos insulinotrópicos/estimuladores de IGF-1. No entanto, muitos outros fatores podem contribuir para o ganho de peso, como a deficiência de vitamina D e o acúmulo de produtos pró-infamatórios no organismo.
É importante ressaltar que os hormônios insulina e IGF-1 são sim essenciais para nossa sobrevivência, porém, é comprovado que nos dias atuais existe uma exacerbação de estímulos em cima dos mesmos, o que em excesso será prejudicial. Então, procure um Nutricionista, ele é o profissional apto para modular as funções corporais através de um plano alimentar que respeita cada individualidade bioquímica.

 
Caroline Mota | Nutricionista
Pós Graduada em Nutrição Clínica e Esportiva
CRN6 14141
Referência: Bengmark, Stig. Gut microbiota, immune development and function. Pharmacological Research. 69 (2013) 87– 113.

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