Gestação de 15 meses – Reviva Nutrição

Gestação de 15 meses

Gestação de 15 meses

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Todos nós sabemos que uma criança para ser formada normalmente passa por um período de gestação uterina de 9 meses. Porém, com tudo que já conhecemos quanto ao estado fisiológico do bebê quando nasce e as características do leite humano, podemos considerar que o bebê continua seu processo de gestação pelo menos 6 meses após seu nascimento. Nesse período fora do útero, a criança deverá desenvolver a sua capacitação para o convívio externo, inclusive a formação das suas defesas imunológicas.

O leite materno, além de prover as necessidades mais básicas do recém nascido,  dará continuidade à formação fisiológica e funcional através dos seus princípios bioativos e também a transmissão das características imunológicas da mãe,  ou seja, uma imunidade passiva. Imaginem como se fosse um cordão umbilical conectado ao bebê várias vezes ao dia, onde através dele a criança continua recebendo os substratos  para prosseguir com o seu desenvolvimento. Interromper esta fase tão crítica de desenvolvimento, privando o bebê do leite materno, só deveria  ser considerada em casos muito particulares que pudessem colocar em risco a própria criança.

A mãe é totalmente beneficiada com a amamentação, pensem: a mamãe não terá nada para lavar, esterilizar, preparar e carregar. É só dar o peito, que a natureza entrega o alimento prontinho. Além do mais permite que ela acompanhe em tempo integral o desenvolvimento do seu filho, a criança prossegue com o seu desenvolvimento e constrói laços afetivos, olho no olho, com aquela que o gerou e com seus familiares.  Por que interromper esta fase tão importante?  Esta “fase externa  da gestação” será determinante para o resto da vida da criança.

É totalmente comprovado que bebês que não foram corretamente amamentados estão sujeitos a desenvolver doenças e desequilíbrios que poderiam ser evitados. Comprovadamente os bebês que completaram seu desenvolvimento com o apoio do leite materno exclusivo durante pelo menos 6 meses, serão mais inteligentes e terão mais saúde.

O estado de saúde nutricional da mulher que deseja gerar uma nova  vida precisa  ser o melhor possível para poder gerar esta nova vida de maneira completa. O fato da ciência hoje possibilitar a fertilidade através de inúmeros recursos artificiais, não deveria tornar implícito que o bebê possa ser privado de uma fase tão importante que é a alimentação exclusiva por 6 meses. Não existe um substituto para o leite materno. A ciência ainda não foi capaz de criar. As fórmulas artificiais existem, para atender à condições de exceção e não para assumir uma condição de compatibilidade com o leite humano.  Muitos bebês que são alimentados por leites artificiais poderiam ter um futuro melhor se as mães fossem conscientizadas e orientadas adequadamente pela equipe de profissionais de saúde a respeito da importância de um parto natural, da amamentação exclusiva e de hábitos alimentares saudáveis.

 

Ticiane Aragão

 

Referências Bibliográficas

 

Carreiro, Denise M; Correa, Mayra M. Mães saudáveis têm filhos saudaveis. 2a. Ed. São Paulo,  2010.

 

CLARK, Katy M. et al. Breast-feeding and mental and motor development at 5½ years. Ambulatory Pediatrics, v. 6, n. 2, p. 65-71, 2006.

Owusu-Agyei, et al. Delayed breastfeeding iniciation increases risk of neonatal mortality. Pediatrics v.117 n.3. 2006

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