FORMAÇÃO DO HÁBITO ALIMENTAR – Reviva Nutrição

FORMAÇÃO DO HÁBITO ALIMENTAR

FORMAÇÃO DO HÁBITO ALIMENTAR

ALIMENTAÇÃO

Você sabia que o sabor já começa a ser percebido pelo feto por volta da décima segunda semana de vida intrauterina? Os hábitos alimentares da mãe têm uma relação direta com o paladar e o olfato do bebê e os sabores e aromas de alimentos consumidos pelas mães são transmitidos para os bebês durante a gestação e através do leite materno. Vários estudos indicam que se a gestante comer açúcar em excesso, o filho terá tendência a gostar de doces. Substâncias aromáticas familiares parecem construir uma ponte olfativa entre a vida no útero da mãe e o mundo exterior. Um odor já conhecido indica ao recém nascido o caminho para a fonte mais importante de alimento: o peito da mãe. Não é qualquer instinto que conduz o comportamento de busca pelo mamilo. Na verdade, a criança só segue o seu nariz, o bebê recém-nascido sabe qual o cheiro do lugar que lhe que lhe é familiar e que dá alimento e segurança. A alimentação da mãe influencia até na formação da dentição do bebê, pois eles começam a se formar por volta de seis semanas de vida intrauterina e mesmo que demorem a aparecer, já estão quase todos desenvolvidos quando o bebê nasce.

Após o nascimento, o paladar é um dos sentidos mais apurados do bebê e serve como um mecanismo de defesa. Ao nascermos, nosso corpo associa os sabores a vantagens e desvantagens dos alimentos. Doce é fonte de energia, salgado remete à presença de proteínas e minerais, ácido significa que o alimento está estragado e amargo mantêm relação com a presença de substâncias tóxicas.

O leite materno é a segunda experiência com os sabores e, neste momento, inicia-se uma experimentação de infinitos sabores e aromas, que refletem os hábitos alimentares maternos. A composição do leite é influenciada pela alimentação da mãe e, neste caso, quanto maior a variedade de alimentos consumidos pela mãe, maior também a alteração no sabor do leite materno, auxiliando na construção do paladar das crianças. Ou seja, se a alimentação da mamãe que está amamentando for variada e rica em diferentes nutrientes, a criança tende a acompanhar e ter uma maior flexibilidade em suas escolhas alimentares no futuro.

A terceira experiência que define os gostos acontece na infância e assim como a amamentação, a introdução de alimentos deve ser a continuação de um ato de afetividade e o comportamento alimentar dos pais reflete no comportamento alimentar das crianças, pois elas aceitam com mais facilidade os alimentos que são naturalmente disponíveis nas refeições em família. Nessa fase, questões sociais, fisiológicas, psicológicas e culturais entram em cena. As crianças que têm bons exemplos em casa e na escola e vêem diariamente pessoas com hábitos alimentares saudáveis tendem a repetir esse comportamento e comer de tudo.

Então, em qualquer fase da vida da criança, o mais importante para sua alimentação é a variedade e a qualidade dos alimentos. Quando mais exposta a uma grande variedade de alimentos saudáveis como verduras, legumes e frutas de forma natural no seu dia a dia, maiores serão as chances de que ela desenvolva hábitos alimentares saudáveis durante toda a sua vida.

POR TICIANE ARAGÃO

Referências bibliográficas

Carreiro, Denise Madi; Correa, Mayra Madi Mães saudáveis têm filhos saudáveis. 2ª. Edição – São Paulo, SP, 2010.

Ministério da Saúde. Saúde da criança: nutrição infantil – aleitamento materno e alimentação complementar. 1 ed. Brasília, 2009.

Schaal, B.; Marlier, L; Soussignan, R. Human foetuseslearn odours from their pregnant mothers diet. Chem Senses. V.25, p.729-737, 2000.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *