Associação entre o Consumo de carne Processada e o Risco de Desenvolvimento do diabetes Tipo 2 – Reviva Nutrição

Associação entre o Consumo de carne Processada e o Risco de Desenvolvimento do diabetes Tipo 2

Associação entre o Consumo de carne Processada e o Risco de Desenvolvimento do diabetes Tipo 2

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O diabetes é uma desordem metabólica e que infelizmente, é muito negligenciada pela população. Muitas vezes as pessoas pensam que apenas o consumo de alimentos doces e açúcar é que devem ser evitados quando na verdade, toda a conduta alimentar deve ser avaliada no que diz respeito a prevenção e tratamento da doença.

Um estudo americano analisou a relação entre a ingestão de carne processada e carne vermelha com o risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. A pesquisa foi realizada por um período de 5 anos, com 2001 indivíduos de uma população rural que apresentava alta ingestão de carne processada(mortadela, lingüiça, presunto, salame e outros) e carne vermelha.

A ingestão dietética e o consumo habitual dos participantes foram analisados pelos pesquisadores através de um questionário de frequência alimentar e observou-se que a maior parte dos indivíduos (61%) que participaram do estudo se tratava de mulheres e a idade média encontrada foi de 35 anos.

Foram identificados 243 casos de diabetes e observou também que o consumo de carnes processadas foi elevado, já que 68% dos indivíduos estudados consumiam duas porções desse tipo de alimento durante a semana. Em contrapartida, apenas 0,8% dos participantes estudados relataram não consumir nenhum tipo de carne processada, 13% da população consumiam uma quantidade menor que 1 porção por semana e 17,9% consumiam de 1 a 2 porções por semana.

O estudo observou também que a ingestão alimentar acima de 11,4g de carne processada por dia foi associado ao aumento no risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Portanto, levando em consideração não apenas o consumo de porções por semana, mas também a quantidade diária consumida. Apesar desses achados, a pesquisa não associou aumento no risco da doença quando relacionou ao consumo de carne vemelha não processada., mesmo quando presente acima de 2 porções por semana.

Diante disso, os pesquisadores sugerem alguns mecanismos biológicos que possam explicar a relação do consumo de carnes processadas e o desenvolvimento do diabetes tipo 2. As carnes processadas, infelizmente, possuem grandes quantidades de aditivos alimentares e um desses aditivos é o nitrato de sódio, o qual pode influenciar no risco de desenvolvimento da doença. Compostos chamados nitrosaminas podem exercer influência negativa sobre as células beta no pâncreas. Vale ressaltar também que esse tipo de alimento é rico em AGES (produtos de glicação avançada) e que isso estimula o estresse oxidativo e o processo inflamatório (lembrando que o diabetes também é uma doença de caráter inflamatório). E por último, o consumo de carnes processadas também pode favorecer o ganho de peso e a obesidade, situações que podem aumentar os riscos de desenvolver o diabetes.

Por isso, vale a pena destacar a importância da alimentação saudável para a prevenção de inúmeras doenças, incluindo o diabetes tipo 2.

 

Referência:

Fretts AM, Howard BV, McKnight B, Duncan GE, Beresford SA, Mete M, et al. Associations of processed meat and

unprocessed red meat intake with incident diabetes: the Strong Heart Family Study. Am J Clin Nutr. 2012 Jan 25.

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