Alergias Alimentares – Causas e Reações – Reviva Nutrição

Alergias Alimentares – Causas e Reações

Alergias Alimentares – Causas e Reações

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O sistema imunológico é a nossa rede de defesa, protegendo nosso corpo contra toxinas, vírus e bactérias. Às vezes, nossas defesas podem confundir algo inofensivo com algo potencialmente perigoso e desencadear uma reação imunológica “desnecessária”, chamada reação alérgica.

A alergia pode ser ocasionada pela hipersensibilidade a muitas substâncias diferentes, e para algumas pessoas, os alimentos é que são os vilões. Como a maior parte das alergias alimentares é detectada ainda na infância, os pais devem prestar atenção a qualquer reação anormal em seus filhos após uma refeição.

Algumas das reações alérgicas são mais imediatas e fáceis de notar, como a vermelhidão na pele, mas muitos sintomas podem ficar ocultos; alterações de hábitos intestinais, como diarréia, presença de sangue ou muco nas fezes e dor abdominal podem ser sintomas de alergia alimentar e os pais devem prestar atenção se isso acontecer com seus filhos.

Durante a infância, os principais alimentos que causam alergia são o leite e seus derivados, ovos, soja e trigo. Mas não são os únicos. Por estarem recentemente fazendo cada vez mais parte da dieta das crianças e serem novidades na nossa cultura, alguns alimentos têm causado cada vez mais alergia, como temperos e aditivos alimentares presentes nos alimentos industrializados.

Dos alimentos citados acima o leite de vaca, durante o primeiro ano de vida, representa o principal alérgeno da dieta.  No passado, praticamente até meados do século XX, nas mais diversas formas de sociedades e culturas existentes,  as crianças eram rotineiramente amamentadas ao seio materno de forma exclusiva e por tempo prolongado.

Entretanto, como é do conhecimento geral, as mudanças ocasionadas pelo desenvolvimento tecnológico industrial, em meados do século XIX e consolidadas no século XX, entre as sociedades ditas “modernas”, nas quais as mulheres passaram a ocupar um espaço significativo no mercado de trabalho, associadas ao amplo e contínuo desenvolvimento da indústria de alimentos, levaram, em consequência, a uma drástica redução da prática do aleitamento materno. Outros tipos de leite, distintos do materno, foram sendo então, progressivamente introduzidos em idades cada vez mais precoces na alimentação dos lactentes; a partir dessa mudança de hábitos e costumes começaram a aflorar os problemas dessa nova prática nutricional e assim, passaram a surgir as alergias alimentares em escala cada vez mais crescente. Estudos têm mostrado que também as condições ambientais, maior urbanização e os hábitos alimentares atuais podem contribuir para este aumento das manifestações alérgicas.

A individualidade bioquímica  de cada pessoa,  faz com que os organismos possam reagir de maneiras diferentes ao mesmo alimento, sendo possível desencadear processos crônicos durante a nossa vida , sintomas estes que vão trocando o órgão alvo, conforme os sintomas dos mesmos vão sendo tratados,  sem tratar as causas, como por exemplo a otite que ao ser tratada, a hipersensibilidade troca o órgão alvo e passamos a desenvolver amigdalite, depois rinite, depois gastrite , e às vezes junto a estes sintomas pode existir uma enxaqueca ou obesidade , todos estes sintomas ainda podem ser acompanhados por ansiedade, agitação, alteração na qualidade de sono, dificuldade de acordar de manhã , falta de concentração etc. Estes sintomas podem conviver ou ainda irem se alternando durante a vida. Hoje sabemos que problemas como estes podem ser conseqüência de hipersensibilidades alimentares, causando reações que podem ser inflamatórias  (as “ites” em geral),  mentais ( falta de concentração ) ou emocionais ( ansiedade ), que podem se expressar ou não, dependendo da predisposição genética, da monotonia alimentar, da capacidade de detoxificação e da capacidade funcional do trato digestivo.

Por Ticiane Aragão

Referências bibliográficas

 

CARREIRO, Denise Madi. Entendendo a importância do processo alimentar. São Paulo: Referência, 2006.

 

COX, Helen E. Food allergy as seen by an allergist. Journal of pediatric gastroenterology and nutrition, v. 47, p. S45-S48, 2008.

 

NETO, Ulysses Fagundes. Alergia alimentar na infância e suas manifestações digestivas: uma enfermidade cada vez mais prevalente no mundo moderno. Disponível em: http://www.e-gastroped.com.br/march12/alergia_alimentar-consolidado_corrigido.pdf Acesso em: 17 de abril de 20015.

 

SOLÉ, Dirceu et al. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007. Rev. bras. alerg. imunopatol, p. 64, 2002.

 

 

1 Comentário

  1. Aline Sampaio disse:

    Adorei o site, meus parabens!

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