A influência da nutrição na enxaqueca‏ – Reviva Nutrição

A influência da nutrição na enxaqueca‏

A influência da nutrição na enxaqueca‏

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Também denominada como migrânea, essa patologia pode ser definida como uma doença que se caracteriza por dor unilateral, pulsátil e de moderada a severa intensidade.

Os sinais e sintomas são diversos, podendo apresentar-se como náuseas, vômitos, diminuição da libido, aversão à claridade, cheiros e barulhos e agressividade.

A enxaqueca está relacionada a diversos processos multifatoriais, podendo ter origem ambiental, fisiológica, comportamental ou psicológica. Identificar esses fatores é fundamental para determinar a estratégia nutricional a ser adotada.

Os principais fatores descritos reconhecidamente como desencadeantes das crises de enxaqueca são o estresse, a disfunções do sono, o consumo de bebidas alcoólicas, tensão e consumo alimentar, alto consumo de cafeína e, no caso das mulheres, as alterações hormonais. Alguns estudos também fazem uma correlação entre obesidade e enxaqueca, com variações conforme a idade e possuindo maiores chances de acometer mulheres mais jovens com maior circunferência abdominal.

A ingestão de alguns alimentos e os hábitos alimentares são importantes fatores no aparecimento ou na prevenção das crises desta moléstia, pessoas que possuem maior propensão, podem sofrer uma crise de enxaqueca após o consumo de certos alimentos que contêm compostos químicos que interferem na fisiopatologia da enxaqueca. A base do diagnóstico está na relação entre alimentos consumidos e a ocorrência de sintomas.

Os alimentos, bebidas e aditivos alimentares mais relatados como desencadeadores da enxaqueca são: chocolate, queijo, frutas cítricas, bebidas alcoólicas, adoçantes como aspartame, glutamato monossódico (presente na maioria dos temperos e alimentos industrializados), uma dieta rica em gorduras, laticínios (especialmente o sorvete), a cafeína e o baixo consumo de água.

Como orientação nutricional tem-se que as vitaminas do complexo B (cereais, sementes de girassol, ervilhas verdes, arroz, batata, fígado bovino, iogurte, ovo, espinafre, brócolis), magnésio (feijão de corda, arroz integral, castanha-de-caju, nozes, batata, uvas), coenzima Q10 (óleos, nozes, peixes, carnes), triptofano(Banana, Grãos; Leguminosas; Sementes) vitamina E (Amêndoas, castanha do brasil, oleo de girassol, nozes, Aspargo, Azeite de oliva, Damascos), ácido alfa-lipoico (carnes vermelhas, visceras, couve, levedo de cerveja) , inositol (grãos, vegetais, nozes, leguminosas, fígado), ômega-3, isoflavonas(soja e produtos de soja), gingerol(gengibre), assim como a suplementação de 5-HTP, mostraram-se eficazes na prevenção das crises de enxaqueca.

Ao identificar a relação dos hábitos alimentares com a enxaqueca observa-se que uma alimentação adequada e saudável pode exercer um papel positivo no tratamento dessa moléstia. Acredita-se que seja possível que as pessoas acometidas por essa patologia possam se beneficiar de uma melhora significativa nos seus sintomas apenas com a dieta, podendo reduzir ou evitar a terapêutica medicamentosa, diminuindo assim, os efeitos colaterais ocasionados pelas drogas, obtendo maior qualidade de vida.

Mas antes de trocar o seu cardápio, faça uma observação cuidadosa. Anote tudo o que você come e repare nas reações do seu corpo. Descubra quais alimentos que são gatilhos da sua dor. Evite ficar muito tempo sem comer, pois durante o jejum, as taxas de açúcar caem, levando à falta de oxigenação e à dilatação dos vasos, o que provoca esse tipo de dor. Dica: lembre-se de alimentar-se de forma saudável a cada três horas e beber água!

O mais importante é que o tratamento na crise de enxaqueca deve ser feito de maneira bastante individualizada, pois cada portador da enxaqueca possui um fator desencadeante distinto. Assim, como orientação nutricional, além de se recomendar o consumo de nutrientes preventivos, sugere-se a exclusão de alimentos relatados como precipitadores, a fim de verificar o(s) fator(es) desencadeante(s) no indivíduo. Tais orientações visam a melhora da qualidade de vida do paciente, fazendo com que este não necessite recorrer a tratamentos medicamentosos, os quais muitas vezes, acarretam diversos efeitos colaterais indesejáveis.

Por Ticiane Aragão

Referência:
NEVES, Indiara Angellys Nunes. Relação entre hábitos alimentares e enxaqueca. TCC. FACES. Brasília, 2013.

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