A alimentação da gestante e a programação fetal – Reviva Nutrição

A alimentação da gestante e a programação fetal

A alimentação da gestante e a programação fetal

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O crescimento e o desenvolvimento fetal são influenciados por dois fatores: herança genética e o ambiente materno. Apesar de a genética ter interferência no crescimento do bebê, quem determina é o fator ambiental. Desses fatores ambientais, a nutrição materna é uma das mais determinantes no crescimento e desenvolvimento do bebê antes e após o nascimento.

A alimentação saudável da mãe, um aleitamento exclusivo até o sexto mês e uma introdução correta de alimentos irão garantir ao bebê um adequado crescimento e desenvolvimento de todos os seus órgãos e sistemas, otimizando o funcionamento físico, mental e emocional que poderá ser mantido pelo resto da vida, prevenindo doenças crônicas não transmissíveis.

Da concepção até a amamentação, o bebê é totalmente dependente da mãe para sua nutrição e conseqüente crescimento e desenvolvimento. O feto se nutre através da placenta, portanto tudo o que a gestante ingere (comida, bebida, aditivos químicos, drogas, cigarro, álcool, medicamentos e suplementos) irá afetar diretamente o desenvolvimento do bebê.

Pesquisadores têm discutido a relação entre o meio intra-uterino desfavorável e o desenvolvimento de doenças na vida adulta. Este é um fenômeno denominado “programação fetal” e é descrito como um processo estimulado no útero, o qual estabelece uma resposta permanente no feto, conduzindo a um aumento da sensibilidade a doenças na vida adulta, como obesidade, diabetes, hipertensão, aterosclerose, doenças cardiovasculares entre outras. No entanto, o meio durante os períodos iniciais de vida do recém nascido, pode também “programar” funções.

Por exemplo, os filhos de mulheres obesas quando adultos estão mais suscetíveis a apresentar desordens metabólicas; juntamente com o aumento da vulnerabilidade para transtornos de humor, definindo em movimento um ciclo vicioso de propagação de problemas de saúde.

O contrário também pode acarretar o surgimento de diversas doenças, a desnutrição materna promove retardo no crescimento fetal e baixo peso ao nascer. Bebês de gestantes que sofreram privação calórica nos dois primeiros trimestres gestacionais têm maior prevalência de obesidade na fase adulta, ou seja, a restrição de alimentos nesse período gestacional leva a uma adaptação no organismo do bebê, podendo determinar a predisposição à obesidade futura.

Então, o  ideal para que as mães tenham filhos saudáveis será a preparação do seu organismo para a gestação, através do resgate de hábitos alimentares saudáveis necessários para uma fase crítica do ponto de vista nutricional, visto que existe toda uma reconfiguração do organismo, dependente de uma nutrição celular adequada, para a construção de uma nova vida.

 

Referências Bibliográficas

 

BOLTON, Jessica L.; BILBO, Staci D. Developmental programming of brain and behavior by perinatal diet: focus on inflammatory mechanisms.Dialogues in clinical neuroscience, v. 16, n. 3, p. 307, 2014.

 

SILVEIRA, Simone da Luz. Programação metabólica: estudo de parâmetros indicadores de resistência à insulina e espécies reativas de oxigênio em ratos. 2010.

Por Ticiane Sampaio

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